Planos de saúde: Veja como funciona o reajuste por faixa etária, com Alexandre Costa Pedrosa

Mike Gull By Mike Gull 11 Views
Entenda como funciona o reajuste por faixa etária nos planos de saúde e saiba o que observar, com Alexandre Costa Pedrosa.

De acordo com Alexandre Costa Pedrosa, os planos de saúde fazem parte da rotina de milhões de brasileiros. Tendo isso em vista, entender como o reajuste por faixa etária impacta no valor das mensalidades é essencial para evitar surpresas financeiras ao longo do contrato. Com isso em mente, ao longo deste artigo, veremos como a idade influencia os valores dos planos de saúde, quais limites são permitidos, como o cálculo é feito e o que observar para identificar possíveis abusos.

Planos de saúde: o que é o reajuste por faixa etária

O reajuste por faixa etária é um aumento aplicado na mensalidade dos planos de saúde conforme o beneficiário muda de grupo etário. Segundo Alexandre Costa Pedrosa, essa prática existe porque, de modo geral, o uso dos serviços de saúde tende a crescer com o avanço da idade, o que eleva os custos das operadoras.

Assim sendo, a lógica do reajuste busca equilibrar o contrato ao longo do tempo, distribuindo os custos entre os diferentes perfis de usuários. No entanto, esse equilíbrio só é válido quando respeita critérios legais e contratuais claros, previamente informados ao consumidor. Isto posto, as faixas etárias são padronizadas por norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Como a idade influencia o valor dos planos de saúde?

A influência da idade no valor dos planos de saúde ocorre porque o risco assistencial aumenta ao longo da vida. Pessoas mais jovens, em regra, utilizam menos o sistema, enquanto beneficiários mais velhos demandam mais consultas, exames e procedimentos contínuos, conforme destaca Alexandre Costa Pedrosa.

Esse modelo de cálculo considera uma diluição dos custos ao longo do tempo, evitando que o plano se torne inviável para a operadora. Ainda assim, a legislação brasileira estabelece limites claros para que o reajuste não seja desproporcional nem discriminatório. Portanto, a simples mudança de faixa etária não autoriza aumentos excessivos. O valor precisa estar previsto no contrato, seguir as normas regulatórias e respeitar a capacidade financeira do consumidor, especialmente nas idades mais avançadas.

O que a lei permite no reajuste por faixa etária?

A legislação determina regras específicas para o reajuste por faixa etária nos planos de saúde. No caso dos contratos individuais ou familiares, a ANS define dez faixas etárias, sendo a última a partir dos 59 anos. A partir dessa idade, não podem ser aplicados reajustes baseados apenas no envelhecimento do beneficiário. Como comenta Alexandre Costa Pedrosa, outro ponto relevante é que a soma dos reajustes das últimas faixas não pode ultrapassar determinado limite em relação às faixas iniciais. Essa regra busca evitar aumentos abruptos que inviabilizem a permanência do usuário no plano. 

Saiba como os planos de saúde aplicam o reajuste por faixa etária e quais são seus direitos, com Alexandre Costa Pedrosa.
Saiba como os planos de saúde aplicam o reajuste por faixa etária e quais são seus direitos, com Alexandre Costa Pedrosa.

Além disso, qualquer reajuste por faixa etária precisa estar claramente descrito no contrato, com percentuais definidos ou metodologia de cálculo transparente. A ausência dessas informações pode indicar irregularidade e abrir espaço para questionamentos administrativos ou judiciais.

Quais critérios devem ser observados no cálculo do reajuste?

Em suma, para que o reajuste por faixa etária seja considerado válido, alguns critérios precisam ser respeitados pelas operadoras de planos de saúde. Portanto, antes de aceitar o aumento, é importante verificar se esses pontos estão sendo cumpridos:

  • Previsão contratual clara: o contrato deve informar de forma objetiva as faixas etárias e os percentuais ou critérios de reajuste aplicáveis.
  • Respeito às normas da ANS: nos planos regulados, as faixas etárias e limites seguem regras específicas que não podem ser ignoradas.
  • Proporcionalidade do aumento: o reajuste não pode ser excessivo a ponto de inviabilizar a continuidade do contrato.
  • Ausência de discriminação: o aumento não pode ter caráter punitivo ou exclusivamente baseado na idade avançada.

Após analisar esses critérios, fica mais fácil identificar se o reajuste aplicado nos planos de saúde está dentro da legalidade. Aliás, quando algum desses pontos não é observado, o consumidor pode buscar esclarecimentos junto à operadora ou apoio especializado.

Uma atenção necessária para evitar surpresas

Em última análise, compreender como funciona o reajuste por faixa etária nos planos de saúde é uma forma eficaz de planejar o futuro financeiro e evitar surpresas desagradáveis. De acordo com Alexandre Costa Pedrosa, ao analisar o contrato com atenção e acompanhar os reajustes aplicados ao longo do tempo, o consumidor ganha mais segurança na relação com a operadora. Ademais, buscar informação qualificada e acompanhar as regras vigentes ajuda a identificar rapidamente quando um aumento foge do padrão permitido. Essa postura preventiva reduz conflitos e fortalece a tomada de decisão consciente.

Autor: Anton Smirnov

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