O dourado é sinônimo de força, velocidade e desafio técnico na pesca esportiva. Isto posto, segundo Joel Alves, compreender o comportamento dessa espécie é o primeiro passo para resultados consistentes. Uma vez que o dourado exige preparo, técnica e tomada de decisão rápida, pois reage de forma explosiva.
Dessa forma, a leitura correta da correnteza e a escolha estratégica de iscas vivas elevam o nível da captura, especialmente em rios de médio e grande porte. Pensando nisso, ao longo deste conteúdo, abordaremos as melhores estratégias para a pescaria de dourado, com foco na leitura da correnteza, no uso de iscas vivas e na construção de uma abordagem técnica mais eficiente.
Como a correnteza influencia a pescaria de dourado?
A correnteza é um dos fatores mais determinantes na pescaria de dourado, como pontua Joel Alves. Esse peixe utiliza a força da água a seu favor, posicionando-se atrás de pedras, galhadas e desníveis no fundo do rio. Nesses pontos, ele economiza energia enquanto observa o fluxo de presas naturais que descem com a corrente. Portanto, identificar áreas de quebra de água aumenta significativamente as chances de ataque.
Conforme a intensidade da corrente varia ao longo do dia, o comportamento do dourado também se ajusta. Em períodos de maior volume de água, ele tende a buscar áreas de remanso próximas à força principal do rio. Já em condições mais estáveis, posiciona-se diretamente nas linhas de corrente. Ou seja, a leitura visual da água, com atenção às espumas e redemoinhos, oferece pistas claras sobre os melhores locais para arremesso, de acordo com Joel Alves.
Quais são os melhores pontos para encontrar o dourado?
A escolha do ponto certo é estratégica na pescaria desse predador. O dourado raramente está em áreas de água parada. Ele prefere regiões com oxigenação constante e presença de alimento natural. Por isso, o pescador deve priorizar:

- Entradas e saídas de corredeiras;
- Encontros de afluentes com o rio principal;
- Estruturas submersas como pedras grandes e troncos;
- Desníveis acentuados no fundo do rio;
- Bordas de canais profundos próximos à margem.
Esses locais concentram alimento e criam zonas de emboscada. Isto posto, após identificar o ponto, o posicionamento do barco ou do pescador deve considerar o sentido da corrente. Arremessar a favor do fluxo tende a tornar a apresentação da isca mais natural, aumentando a probabilidade de ataque.
Aliás, além do ponto físico, o horário também influencia, conforme ressalta Joel Alves. Períodos de luminosidade moderada, como início da manhã e final da tarde, costumam favorecer a atividade do dourado. Nesses momentos, o predador circula com mais intensidade, ampliando as oportunidades de captura.
O uso de iscas vivas ainda é a estratégia mais eficiente?
O uso de iscas vivas permanece altamente eficiente na pescaria de dourado, especialmente em rios com forte correnteza. Espécies como tuvira e lambari apresentam movimentação natural que estimula o instinto predador. Logo, quando bem posicionadas na linha da corrente, essas iscas simulam presas vulneráveis, o que provoca ataques rápidos e decisivos.
Entretanto, a eficiência depende da montagem correta. Segundo Joel Alves, o anzol deve permitir mobilidade sem comprometer a vitalidade da isca. Além disso, a regulagem do peso precisa equilibrar profundidade e naturalidade. Se a isca afundar excessivamente, perde movimento. Se ficar muito superficial, pode não alcançar o campo de visão do dourado.
Ajustes técnicos que aumentam a eficiência
A pescaria de dourado exige equipamento robusto. Varas de ação média a pesada garantem controle durante o combate, enquanto linhas resistentes suportam a força dos saltos e arrancadas. A fricção do molinete ou carretilha deve estar regulada para absorver impactos sem romper a linha.
Além do equipamento, a postura do pescador influencia o resultado. Manter atenção total durante a descida da isca é essencial, pois o ataque costuma ser repentino. Isto posto, após a fisgada, controlar a direção do peixe evita que ele alcance estruturas onde possa romper a linha.
Estratégias inteligentes para resultados mais consistentes
Em conclusão, o dourado impõe respeito pela sua potência e comportamento imprevisível. Dominar a correnteza, selecionar pontos estratégicos e utilizar iscas vivas com montagem adequada são fatores decisivos para elevar o desempenho na pescaria. Assim, mais do que insistência, o sucesso depende de observação, adaptação e execução técnica precisa. Portanto, compreender o ambiente e ajustar cada detalhe transforma a experiência em um processo estratégico e eficiente, no qual cada decisão influencia diretamente o resultado final.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
